Antifraude e Compliance

Segurança Digital: tudo o que você precisa saber!

Por Gustavo Ribeiro

06 dezembro 2022 - 11:00 | Atualizado em 21 dezembro 2022 - 15:37


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Os dados são o ouro do século XXI e isso é inegável. Fundamental para criar estratégias de vendas, tomada de decisões do negócio e gestão de pessoas. Afinal, o mundo está cada vez mais digitalizado, e esse movimento foi acelerado ainda mais pela pandemia do COVID-19.

Logo, assim como o ouro físico, o digital precisa ter alguns cuidados e atenção básica. Afinal, invasões, ataques e vazamentos de informações podem prejudicar – e muito – a imagem da sua empresa e até gerar danos financeiros graves e irreversíveis.

Por isso, é importante estar ciente de algumas boas práticas de segurança digital para aplicar no seu negócio e evitar problemas futuros.

Boas práticas para segurança digital

Uma empresa lida com infindáveis informações diariamente e grande parte delas são tidas como dados sensíveis – ou informações sigilosas. Informações de fornecedores, clientes, contratos, dados de funcionários e inúmeras outras.

E o cerco com essas informações vem se fechando cada dia mais, em especial depois da introdução da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Agora, a responsabilidade com esses dados fica ainda mais delicada e pode gerar grandes riscos jurídicos para as empresas

Abaixo separamos algumas dicas para que a sua empresa tenha a cultura de segurança digital, garantindo a proteção desses dados. 

1. Construa a sua segurança digital seguindo a LGPD

A LGPD não é opcional ou apenas mais uma lei que pode ser burlada. Diversas empresas, entre elas grandes nomes de diversos setores, já sofreram multas milionárias por mau tratamento das informações, o que gerou vazamento de dados sensíveis.

Outro fator que está gerando punições severas às companhias é o uso indevido das informações e venda desses dados para outras empresas. Isso era comum em empresas de marketing, que pegavam dados de bancos comprados e disparavam campanhas sem que a pessoa tivesse se cadastrado ou autorizado essa divulgação. 

Então, ao montar sua estratégia de segurança digital, tenha as normas da Lei Geral de Proteção de Dados apoiando essa construção. Afinal, isso reduzirá drasticamente o risco de ir contra as normas pré-estabelecidas e as chances de receber uma dura multa. 

2. Escolha um bom servidor para os dados em nuvem

A famosa tecnologia Cloud – ou nuvem – veio para facilitar o armazenamento de dados. Tanto no ponto de vista de segurança da informação, quanto nos custos para que essas informações sejam armazenadas.

Antes desse tipo de recurso, a gestão de dados corporativos geralmente necessitava de grandes custos com compra de servidores, manutenção do equipamento e adaptação de um local físico próprio para deixá-los. Além dos riscos de ataques e até vírus, que podiam ser implementados internamente.

Outra grande vantagem do Cloud é a possibilidade de acessar dados em tempo real, de qualquer lugar e qualquer dispositivo. Isso facilita, e muito, a troca de informações entre departamentos e acesso a dados importantes de forma simples e rápida.

Porém, esse sistema também sofre grandes riscos de ter seus dados vazados, ainda mais por conta de concentrar dados base de diversos clientes. Ainda assim, as vantagens superam os possíveis riscos.

Na hora de escolher, entretanto, é preciso se atentar ao que aquele servidor oferece para o seu negócio: quais são os serviços, níveis de segurança e controle de riscos que vão garantir que as informações da sua empresa estão em “boas mãos” e seguros.

3. Efetue o backup

O backup é fundamental para garantir a segurança dos dados e também evitar perda de informações importantes. Mesmo com servidor em nuvem, pode-se ocorrer problemas de integração nesse servidor, quedas no serviço, picos de energia e até atualizações mal sucedidas. 

Por isso, contratar um sistema de armazenamento em nuvem que dê um ótimo armazenamento de dados para backup, com segurança e proteção de dados.

4. Crie uma política de uso para os dispositivos móveis

Os dispositivos móveis – principalmente celulares – já fazem parte de nós. Usamos para cada atividade do dia-a-dia e isso impacta na segurança digital das empresas. Em especial se existe a possibilidade de conectar contas de e-mail, sistemas e até o Wi-Fi da organização. 

Isso se deve ao fato que esses dispositivos não possuem os mesmos mecanismos de segurança, aumentando consideravelmente as chances de ataques cibernéticos. Além disso, correm o risco de serem roubados na rua. 

Evitar 100% o risco é difícil, a não ser que exista uma política bem restrita de uso do celular no trabalho e utilização das ferramentas corporativas no aparelho pessoal. 

De qualquer forma, é importante ter bem descrita a política de segurança digital para funcionários, definindo quais são as responsabilidades e consequências de possíveis exposições de dados sensíveis da empresa.

A utilização de dispositivos móveis pelos colaboradores é uma realidade nas empresas. Porém, eles são muito vulneráveis a riscos e podem afetar diretamente a segurança digital da organização.

Outra tática importante é criar dispositivos de controle das máquinas e computadores da empresa. Bloqueio de USB, rastreio de aplicativos instalados na máquina e instalação de antivírus em todos, são boas práticas para garantir a segurança dos dados.

5. Tenha treinamento de segurança digital para os colaboradores

Investir em treinamento não é gasto, ainda mais quando o assunto é segurança das informações. Querendo ou não, o maior fator de risco para exposição de dados sensíveis são os funcionários e, muitas vezes, isso ocorre de forma acidental.

Os e-mails corporativos são fonte de ataque de alguns mecanismos que tentam fisgar dados sensíveis ou implantar vírus através de algumas táticas. 

Grande parte desses ataques ocorrem por falta de conhecimento e atenção dos usuários. Por isso, investir nesse treinamento aumenta a conscientização e reduz os riscos de essas falhas ocorrerem.

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