Como China e EUA buscam inovar em reconhecimento facial

Vitor Precioso

02 agosto 2019 - 08:40 | Atualizado em 04 agosto 2026 - 10:24

Rosto humano sendo identificado por reconhecimento facial

Quando falamos em novidades sobre tecnologias, China e EUA se destacam na briga pela liderança do mercado. Na questão do reconhecimento facial, ambos os países têm apresentado novidades que prometem aumentar a segurança.

A ferramenta traz uma disrupção na forma de ver o mundo, sendo um grande avanço para as cidades inteligentes. Ela ajuda a criar uma assinatura facial para gerar facilidades e segurança a acessos, desde o uso doméstico a lojas e portões de embarque em aeroportos. O governo também consegue utilizar para identificar criminosos.

Enquanto a China já utiliza a ferramenta até para autorizar pagamentos, os EUA apostam forte na prática para aeroportos, reforçando a identificação no embarque de passageiros. Vamos conhecer um pouco sobre as tendências e iniciativas em reconhecimento facial? Acompanhe o texto a seguir para saber mais!

Quais são as tendências e iniciativas em reconhecimento facial?

É nítido como o reconhecimento facial ganha força nas tendências da Era Digital. Entre as principais iniciativas, o governo chinês já adicionou uma camada de inteligência artificial em câmeras de segurança e empresas unicórnio como SenseTime, Megvii e CloudWalk tem despontado com novidades impressionantes.

Os EUA também contam com um grande registro de patentes: Apple, Amazon e instituições acadêmicas como a Carnegie Mellon University têm trabalhado com afinco para trazer novidades. O grande foco é na segurança dos aeroportos.

China aposta em reconhecimento facial para expandir mercado e reforçar vigilância

O governo chinês tem forte interesse na tecnologia, tendo desenvolvido inclusive um projeto em 2005 com o nome de Skynet. O país se beneficia bastante dos avanços em técnicas cognitivas, conseguindo aumentar o plano de ação governamental para expandir negócios e reforçar a segurança.

É nítido como a China se sustenta na tecnologia para ganhar mercados e se tornar a maior potência nesse cenário que se torna cada vez mais importante. Com isso, as estratégias se encaminham para três frentes principais, que exploramos a seguir:

1. Políticas de governo para vigilância

Em primeiro lugar, temos justamente a estruturação das políticas de governo. Elas favorecem principalmente a segurança nacional, deixando a privacidade em segundo plano. Essa estratégia é possível porque os próprios cidadãos se preocupam mais com o primeiro tópico do que com o segundo, acelerando o desenvolvimento do reconhecimento facial.

Em 2018, o país desenvolveu um plano chamado Xio Liange. A ideia é processar imagens de câmeras de segurança em propriedades públicas e privadas para monitorar pessoas e acontecimentos. O projeto traz potencial para empoderar o sistema de crédito social da China, que escala a confiança econômica de cada cidadão.

Segundo o banco de dados da Espacenet, os esforços chineses em vigilância a partir de câmeras de segurança foram responsáveis pelo registro de mais de 530 patentes em 2017. Esse número é bastante superior aos EUA, que tiveram apenas 96 registros.

Entre as patentes, há uma tendência interessante em apoio a instituições acadêmicas, como a Shandong University e a South China University of Technology, que desenvolvem estudos específicos para o setor.

2. Reforço nos grandes negócios

Na segunda frente de ação, o reconhecimento facial começa a servir como suporte para empresas gigantes de tecnologia, como Baidu, Alibaba e Tencent. Essas três companhias formam juntas o poderoso BAT, que somam atualmente um valor superior a US$ 1 trilhão.

O grupo investe em mais de 150 empresas pelo mundo, ganhando força pela posse de uma quantidade valiosa de dados da maior população global. O reconhecimento facial é uma estratégia que tem reforçado bastante os negócios, sendo foco de patentes do grupo.

Um exemplo é o projeto patenteado como “human-computer interactive method based on artificial intelligence and terminal device” — em tradução livre, método interativo humano-computador baseado em inteligência artificial e dispositivo terminal. É uma iniciativa do Baidu que une voz e reconhecimento facial em um dispositivo robô voltado para o consumidor.

3. Investimento em startups

Por fim, o último ponto de ação da China inclui o fortalecimento das parcerias entre startups, outra importante estratégia para a economia. É uma medida que tem fortalecido bastante a economia do país, revelando unicórnios como a SenseTime e a Megvii.

Essas empresas são recentes no mercado e se tornaram líderes no desenvolvimento de software para reconhecimento facial. Atuando nesse setor, elas conseguiram a façanha de serem avaliadas acima de US$ 1 bilhão em pouco tempo de atuação.

Elas foram as principais responsáveis por habilitar o sistema para encontrar criminosos, chamando atenção pelo modelo futurístico de negócio. A Megvii tem o projeto Face++, que tem agilidade no reconhecimento facial e já é aplicado em vários setores na China.

EUA apostam em reconhecimento facial nos aeroportos

Se a China está focada na vigilância, os EUA apostam em reconhecimento facial para reforçar o monitoramento nos principais pontos de acesso ao país. O mundo acompanha frequentemente nos noticiários as estratégias do governo para limitar e barrar o acesso de estrangeiros ao país. A tecnologia é uma forma de reforçar essas intenções.

O sistema de imigração tem uma política muito incisiva e o reconhecimento facial agora é uma solução para identificar passageiros que ficaram ilegalmente em terras americanas, ultrapassando o prazo permitido nos vistos.

A Segurança Nacional apontou que há uma intenção de conseguir escanear 97% dos passageiros até 2023. No projeto de inovação dos aeroportos, os passageiros precisam tirar foto antes de embarcar e as câmeras nos portões de segurança reforçam a medida de cruzar dados.

Na lei, quem for identificado com visto vencido pode perder o direito de voltar aos EUA por até dez anos.

Reconhecimento facial para contas digitais na Cedro Technologies

Aqui no Brasil, a Cedro Technologies já está de olho nas tendências e, por isso, proporciona aos clientes a ferramenta como forma de melhorar a experiência nas contas digitais. As aplicações cognitivas permitem que o cliente tire fotos de documentos pessoais a partir de selfies em imagem ou vídeo.

A tecnologia facilita o cadastramento e a abertura de contas digitais de forma ágil e segura. Além disso, os cadastros permitem fazer movimentos bancários sem precisar digitar senhas e códigos, proporcionando mais conforto às transações.

Se você quer saber como aplicar o reconhecimento facial nos seus negócios, entre em contato com a equipe da Cedro e converse com os nossos especialistas! Estamos à disposição para gerar insights e esclarecimentos sobre essa tecnologia que veio para ficar!

Recomendados para você

Pessoas em uma reunião analisando folha com gráficos
Veja quais são os novos desafios tecnológicos das fintechs ...
Mão de pessoa com holograma de cidade e diversos outros ícones
Como atenuar os riscos da inteligência artificial para as empresas? ...
Tela de computador com código fonte
Linguagem natural: entenda o que é e a importância na era de chatbots ...
Cedro Technologies
Aviso de Cookies

A Cedro Technologies utiliza cookies para melhorar a sua experiência de navegação, personalizar conteúdos e desenvolver iniciativas de marketing. Para informações sobre os tipos de cookies e para configurá-los de acordo com a sua preferência, clique em “Definições de cookies”, onde poderão ser habilitados e desabilitados conforme sua preferência. Para aceitá-los, clique em "Aceitar todos os cookies". Querendo saber mais, acesse nossa Política de Privacidade.