Rogério Marques
30 abril 2019 - 08:58 | Atualizado em 11 agosto 2026 - 16:19
Imagine só! Até alguns anos atrás, seria impensável conversar com um robô (chatbot), seja para comprar um produto, solicitar pedidos de um serviço ou fazer uma reclamação.
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Com a transformação digital, a realidade mudou. A inteligência artificial vem invadindo todos os segmentos da economia. Desde o setor de vendas e marketing até o financeiro que costumam investir bastante em inovação tecnológica.
Mas você sabe o que é um chatbot? Qual é a sua relação com inteligência artificial e machine learning? Quais os tipos que existem? Como e por que usá-los? Acompanhe esse post e descubra um conteúdo completo sobre chatbot.
O mercado global de chatbot deverá atingir US$ 1,25 bilhão até 2025, crescendo a uma taxa de 24,3%, segundo um novo relatório da Grand View Research. Espera-se que a indústria de chatbot registre um crescimento significativo e que as empresas possam reduzir substancialmente os custos operacionais.
Prova disso é que, de acordo com um estudo do Gartner, o Brasil cresceu mais de 100% no setor em 2018, acompanhado de aumento de 60% no tráfego de mensagens.
A tendência, ainda de acordo com a consultoria, é que os chatbots estejam envolvidos em 85% das interações entre empresas e consumidores até 2020. E que 50% das companhias do mundo investirão mais neste tipo de solução do que no desenvolvimento de aplicações mobile.
A tendência de venda e pós-venda via robôs deve ganhar um impulso maior a partir deste ano. Segundo a consultoria Forrester, em 2019 será dada a largada da era dos bots.
Uma pesquisa da consultoria Deloitte mostra que os chatbots estão abandonando a sua “primeira infância” e melhorando a capacidade de se relacionar com os seres humanos. A tendência é que eles deixem de ser apenas informacionais para se tornarem cada vez mais transacionais (segunda geração) e, até mesmo, consultivos (terceira geração).
A inteligência artificial vem ganhando espaço em todos os segmentos da economia e não seria diferente com o setor financeiro. Esta indústria costuma investir consideravelmente em tecnologia para o mercado financeiro, principalmente para o autoatendimento.
Espera-se, na verdade, que os chatbots sejam responsáveis por diversas interações bancárias na próxima década. De acordo com relatório divulgado pela Juniper, os chatbots serão responsáveis pela economia de mais de US $ 8 bilhões anuais até 2022.
A pergunta principal: afinal, o que é chatbot? Um chatbot é um programa de inteligência artificial que simula um agente de atendimento ao usuário. Ele automatiza processos e funções de suporte, oferecendo respostas para as suas perguntas.
Em geral, os chatbots utilizam a linguagem natural. E com o avanço da inteligência artificial e do machine learning, chatbot pode literalmente aprender com as interações com as pessoas.
Ou seja, ele aprende com seus erros para conseguir responder com eficácia em uma próxima demanda similar. Isso significa que, aos poucos, conseguirá responder a questões mais complexas, trazendo agilidade para o atendimento e desafogando o trabalho dos atendentes humanos.
Há dois tipos diferentes de chatbot. O primeiro é do tipo ‘pergunta e resposta’, baseada em regras. Este exige do usuário uma consulta exata e específica. Como isso pode ser frustrante para quem o usa, essa configuração é cada vez menos comum.
O segundo tipo é o que tem integrado em seu sistema a inteligência artificial (IA), que permite aos usuários se comunicarem naturalmente. São chatbots sofisticados que consultam, analisam e comparam dados armazenados em todos os sistemas corporativos.
Com isso, eles são capazes de entender a natureza subjacente ou o histórico das perguntas de um usuário, bem como de oferecer conselhos mais dinâmicos. Por exemplo, os chatbots podem usar informações sobre as preferências de um usuário obtidas por meio de uma pesquisa por e-mail para informar interações ou recomendações futuras seis meses depois.
Como interagir com um chatbot?
Há quatro maneiras principais de interagir com um chatbot:
Por que usá-los é vantajoso? Este crescimento e perspectiva tecnológica se dão pelas diversas vantagens que o mercado traz para empresas e consumidores, como:
Todos esses benefícios estão diretamente relacionados à crescente busca por agilidade e eficiência por parte dos consumidores. Porém, com a mudança no comportamento dos usuários, os chatbots podem ser usados para diversos outros fins.
É ir muito além do atendimento ao consumidor (SAC). A tecnologia também pode ser empregada para automatizar ações como: geração de leads, coleta de dados, microsserviços, cobrança, pesquisa, ações de marketing, recrutamento e treinamento de funcionários, entre outros.
Ou seja, há um grande mercado para o escalonamento de diversas atividades, inclusive com uma personalização nos atendimentos por meio da tecnologia.
Você sabe o que deve ser levado em consideração na hora de criar um chatbot? E quais são os passos para o seu desenvolvimento?
Inicialmente, é preciso pensar no perfil do seu cliente e na estratégia de comunicação que a sua companhia vai adotar. Integrar um chatbot ao atendimento humanizado visa o aperfeiçoamento da experiência do consumidor.
É preciso pensar no todo: a persona que irá atendê-lo, o canal mais adequado para essa interação, a linguagem a ser utilizada e o conjunto de tecnologias.
Também há alguns passos a seguir durante o processo de desenvolvimento de seu chatbot:
Significa estabelecer os tipos de problemas que seu robô será capaz de solucionar. As informações que poderá fornecer em suas conversas, assim como as tarefas que poderá executar.
Para definir como os atendentes virtuais irão se portar, é fundamental saber quais qualidades a empresa considera importantes em seus atendentes e utilizá-las na construção da personalidade do bot. Por exemplo: qual será o tom de suas mensagens? Usará uma linguagem mais formal ou informal, incorporando gírias e expressões coloquiais? Atribuir uma personalidade e os valores da empresa ao chatbot garantem um aspecto mais humanizado ao atendimento automatizado.
Uma vez estabelecido o propósito de seu bot, é preciso estipular quais perguntas e solicitações ele irá responder. A partir desses dados, é possível simular diálogos e possíveis fluxos para as conversas, algo como uma árvore de decisões. Como são dois os tipos de chatbots no mercado, como vimos acima – os baseados em AI e os em scripts -, vai depender da empresa definir com seu parceiro de tecnologia a melhor solução segundo os objetivos e orçamento.
Um dos principais desafios na interação entre ser humano e máquina é a capacidade de o computador compreender o que o usuário está perguntando. Como não é possível programar o bot para simplesmente entender todas as solicitações existentes, o treinamento serve para alimentá-lo com dados e conteúdo suficientes para que ele reconheça, quais as perguntas mais prováveis que podem ser feitas.
A fase de treinamento vai garantir qualidade ao bot. É ela que vai ensinar como o chatbot vai se comportar, além de ser possível avaliar que tipos de erros que podem aparecer.
É importante ter um protótipo simples que permita realizar ajustes facilmente. Isso possibilitará qualificar o nível da naturalidade no contato com o cliente que a integração do chatbot será capaz de manter. Além disso, é possível avaliar o tempo que a empresa contratada leva para realizar os ajustes necessários. Com o piloto disponível, realize o máximo de testes que puder para se assegurar da qualidade do atendimento e se tudo está funcionando adequadamente antes de lançar o bot oficial.
É preciso ressaltar que para ter um chatbot de sucesso é importante seguir alguns critérios no desenvolvimento, construção, integração e treinamento do bot:
O potencial de um chatbot é enorme. Surgem como exemplos claros de como atuar na realidade digital. Uma ampla e crescente variedade de robôs inteligentes promovem mudanças na maneira de projetar, oferecer e consumir produtos e serviços. Veja como eles podem ser usados:
Os clientes podem solicitar durante a conversa, cotações de seguro viagem e plano odontológico 100% online. Além disso, também ajuda o cliente a entrar em contato com o corretor para cotações de seguros de automóvel, residência e equipamentos portáteis.
Um exemplo interessante é a Olívia, assistente virtual da Cargill Prev. A Olívia consegue responder questões como: Quais são as regras de tributação? Quais são os perfis de investimento? Como posso aderir ao plano? Me fala aí, o que é portabilidade? Entre diversas outras.
Assim, o time de RH ganha tempo para fazer interação humanizada e personalizada em situações mais necessárias. Ao contrário de um atendimento mecânico, um chatbot produz um movimento que dá à equipe de RH condições de humanizar o atendimento nas situações que, de fato, exigem mais cuidado, atenção e tato.
Todos os setores da economia apostam alto nas novas ferramentas e plataformas. A tecnologia abre um novo mundo de possibilidades. Para crescer, é preciso ousar, explorar e experimentar cada uma delas. Nesta trajetória, é fundamental contar com um parceiro que entenda – e domine muito bem – o desenvolvimento de chatbots.
Como deu pra perceber, as possibilidades de uso de chatbot em seu negócio são enormes. Com planejamento e uma solução de primeira, unindo inovação e simplicidade, sua empresa pode sair na frente ao incorporar um assistente virtual na estratégia de atendimento.
Com a consultoria especializada de uma empresa capaz de entender o seu negócio e, também, as ferramentas, você pode ir muito mais longe. Que tal apostar na ferramenta? Se quiser saber mais sobre a plataforma, acesso o blog da Cedro Technologies!