Vitor Precioso
18 novembro 2019 - 11:59 | Atualizado em 29 março 2023 - 17:48
Você já pensou em como seria ótimo conhecer o histórico de seus novos clientes e parceiros de negócio, antes de avançar para o fechamento do contrato? No mercado financeiro, especialmente, esse tipo de informação é ainda mais relevante porque pode evitar que sua organização se associe a empresas com condutas duvidosas ou, pior, histórico de fraudes e crimes.
A boa notícia é que a tecnologia está aí para ajudar neste mapeamento fortalecendo a estratégia de mitigação de riscos. Pesquisar notícias em Know Your Client, por exemplo, é uma alternativa eficaz, se feita de forma automatizada.
Neste sentido, as mídias negativas, informações extraídas da base de dados do Google e de outros sites, são ferramentas importantes porque indicam o envolvimento de determinada pessoa – seja física, seja jurídica – em diversos crimes.
Muito além de permitirem conhecer melhor o cliente (KYC) e ajudar na prevenção à lavagem de dinheiro (PLD), as mídias negativas são decisivas também para uma estratégia de compliance assertiva.
Quer saber mais sobre esse tipo de verificação e entender por que ela é tão importante? Avance na leitura deste texto!
Para empresas que precisam fazer poucas verificações, a consulta de mídias negativas, feita de forma manual, pode ser suficiente. Contudo, organizações maiores precisam tornar esse tipo de pesquisa escalável. Daí a importância de examinar notícias em KYC e PLD/AML de forma automatizada.
Isso porque, na prática, este tipo de pesquisa apresenta as menções à pessoa ou organização na imprensa. Além disso, a consulta também usa machine learning para buscar dados relevantes sobre a reputação da empresa na mídia.
Sem o uso da tecnologia, esse processo seria muito mais complexo e demorado, já que exigiria a leitura de todas as notícias mais recentes para uma análise qualitativa do conteúdo encontrado.
Com a automação da pesquisa de notícias, que usa um conjunto de tecnologias disruptivas, como inteligência artificial, machine learning e Natural Language Processing (NLP), é possível obter, além das informações, uma avaliação do sentimento atrelado à cada entidade citada na notícia, que pode ser classificado como negativo, positivo ou neutro. Esse tipo de análise ajuda a entender o impacto do conteúdo no contexto e para a imagem dos envolvidos.
Como os mercados financeiro e bancário são altamente regulados, quando uma instituição se associa a outra pessoa física ou jurídica – como parceira, cliente ou fornecedora, por exemplo -, ela se submete a uma série de normas e leis, que preveem sérias punições para crimes e fraudes de vários tipos.
Por isso, a análise de resultados de mídias negativas é tão importante. Ela aponta a reputação do potencial parceiro da instituição. E ainda que haja fontes regulamentadas para consultas, como o registro de Specially Designated Nationals and Blocked Persons – indicado para prevenção ao terrorismo -, e a Lista do Cadastro de Empregadores que Tenham Submetido Trabalhadores a Condições Análogas à de Escravo, do Ministério Público do Trabalho, elas podem ser insuficientes.
Entenda, a seguir, por que automatizar esse tipo de pesquisa é a melhor alternativa:
Com a ajuda da tecnologia é possível fortalecer o processo Know Your Client, que tem como objetivo revelar o histórico e o perfil do cliente, bem como os riscos que o relacionamento com ele podem gerar para o seu negócio.
Muito além, esse tipo de pesquisa ajuda a instituição financeira a ser mais assertiva nas suas estratégias. Afinal, a partir do KYC é possível indicar os serviços mais adequados para as demandas de cada cliente. E os benefícios não param por aí.
O Know Your Cliente auxilia o trabalho de compliance. De tal modo, as instituições bancárias podem confirmar a identidade do cliente, bem como evitar a ocorrência de fraudes, de lavagem de dinheiro e de financiamento ao terrorismo.
Neste sentido, as mídias negativas surgem para facilitar KYC e compliance. Tanto é verdade que a mesma ferramenta já tem sido aplicada a outros grupos. São modalidades em uso:
Gostou do artigo e quer saber mais sobre o uso da tecnologia para KYC e compliance? Acesse sempre o blog da Cedro e confira nossos artigos sobre o tema!