Cientista de dados: transformação digital impulsiona novas profissões

Rogério Marques

21 fevereiro 2019 - 17:12 | Atualizado em 12 abril 2023 - 18:05

Mulher utilizando tela interativa exibindo gráficos

O fenômeno big data não é mais tão novidade assim. Seu volume, variedade e velocidade – considerados seus principais pilares – já fazem parte do cotidiano da maioria das empresas. Aquelas que ainda não conseguem utilizar de tecnologias de análise de big data e outras trazidas pela transformação digital, certamente já estão buscando alternativas para fazê-lo.

E as expectativas sobre o tema só aumentam. O Gartner divulgou o estudo “Top Strategic IoT Trends and Technologies Through 2023” que fala das principais tendências da tecnologia de internet das coisas (IoT), que vão alavancar a inovação até 2023. A previsão apontada pelo relatório é que 14,2 bilhões de equipamentos conectados estarão em uso este ano. E em 2021 esse número vai atingir  25 bilhões de dispositivos.

O que isso significa? Mais e mais dados.

E é para fazer bom uso desse grande volume de dados e transformá-los em diferencial competitivo para cada negócio, que as novas profissões se fortalecem no mercado, como o cientista de dados.

Cientista de dados e suas atribuições

Não basta ter dados, é preciso saber o que fazer com eles. E o cientista de dados ajuda (e muito!) nesta questão. Ele é responsável por analisar dados, seus padrões, correlações e modelos preditivos, com métodos exploratórios e experimentais. Tudo para atingir o objetivo de extrair valor dos dados.

Normalmente, eles recebem informações já manipuladas e que podem ser usadas ​​para alimentar sistemas de análise e aprendizado de máquina. Além de também fomentar métodos estatísticos para prepararem informações para análises preditivas. Mesmo assim, para construir esses modelos, além de entender o setor de negócios em que estão inseridos, os cientistas de dados precisam ter habilidades como:

  • Conhecer Matemática e estatística avançadas;
  • Conhecimentos sobre algoritmos, Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning;
  • Saber utilizar plataformas para o processamento de Big Data, como o Hadoop;
  • Conhecer linguagens de programação, como Python, Stata, Julia, R e outras tecnologias como SQL, MySQL e Cassandra;
  • Conseguir comunicar com com clareza os resultados e aplicações com origem nas suas análises.

Transformação digital e o papel do cientista de dados

Vamos pensar em organizações de negócio como as instituições financeiras. Não é de hoje que esse nicho de mercado vem se transformando digitalmente e busca oferecer o máximo de suas operações de forma digital. E um dos seus objetivos é oferecer produtos e serviços, por meio de tecnologias que tragam a melhor experiência possível a seus clientes e prospects.

Como tomar a decisão de lançar um novo produto ou serviço?

Para ajudar a tomar essa decisão: o cientista de dados! Neste exemplo, esse profissional poderá ajudar a resolver o problema desenvolvendo um modelo preditivo de vendas e resultados das operações, com algoritmos de aprendizado de máquina e mineração de dados.

Os resultados serão analisados por ele para identificar tendências dentro de um determinado conjunto de dados que ajudarão a direcionar essa decisão.

É assim que empresas dos mais diversos segmentos podem contar com um cientista de dados. Mas, pelo que se vê no mercado, não é tão fácil assim encontrar esse perfil de profissional.

O cientista de dados no mercado de trabalho

Já em 2016 o cientista de dados era apontado como um dos 7 profissionais mais disputados na área de TI (Tecnologia da Informação). E o mercado segue aquecido. Prova disso é que, segundo o Guia Salarial da Robert Half, o salário do cientista de dados aumentou em 2,9% em relação a 2018. A faixa fica entre R$13.000 e R$22.000.

O Guia de Salários 2019 da Michael Page também mostra isso. Segundo ele, espera-se um crescimento no número de vagas para tecnologia, principalmente nas empresas que estão passando pela transformação digital. Além disso, a valorização dos profissionais de dados, como analytics, ciência de dados e BI (Business Intelligence) também deve aumentar.  

Então se a sua empresa ainda não conta com um profissional cientista de dados, é hora de começar a procurar. Ou avaliar no seu time quem tem habilidades que possam ser complementadas em direção à ciência de dados.

Grupos de discussão podem ajudar
Sites especializados
Cursos de capacitação

Avalie as alternativas e busque um cientista de dados para sua empresa. É muito provável que, mais cedo ou mais tarde, você vai precisar de um.

Para continuar atualizado sobre o universo da transformação digital e tecnologias disruptivas para o mercado financeiro, visite sempre o nosso blog.

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