Vitor Precioso
19 maio 2017 - 14:42 | Atualizado em 29 março 2023 - 17:42
Um novo relatório da consultoria Oliver Wyman e da investidora de Insurtechs, Policen Direkt, analisa modelos de negócios de Insurtechs em todo o mundo e identifica vencedores e perdedores.
Intitulado InsurTech Caught on the Radar, Hype or The Next Frontier?, o relatório é a primeira análise sistemática em profundidade do cenário global das Insurtechs. O relatório não só relata o status atual, mas fornece uma perspectiva de seus impactos futuros na indústria. O relatório completo, em inglês, pode ser visto aqui.
“As Insurtechs tornaram-se um tópico importante para fundadores, investidores e seguradoras”, disse Dietmar Kottmann, sócio da Oliver Wyman e coautor do relatório. “Elas já causaram impacto no setor de seguros a nível global e provocaram muitas mudanças – geralmente beneficiando o consumidor”.
No entanto, o Insurtech Radar mostra que as atuais atividades das startups ainda não estão explorando todas as oportunidades possíveis de inovação.
“Muito do investimento das Insurtechs hoje parece ser impulsionado pelo pensamento convencional de e-commerce aplicado aos seguros”, disse Nikolai Dordrechter, diretor chefe da investidora Policen Direkt e coautor do relatório. “Algumas áreas já estão superlotadas e vão assistir a um choque, mas há também alguns espaços vazios surpreendentes que oferecem grandes oportunidades para empresários e investidores”.
O Insurtech Radar identifica e examina modelos de negócio de startups em toda a cadeia de valor da indústria e determina prováveis vencedores em cada categoria – sejam Insurtechs, (res)seguradoras já estabelecidas, players focados apenas em tecnologia ou concorrentes vindos de áreas relacionadas.
Descobertas em toda a cadeia de valor da indústria (proposição, distribuição e operações) incluem:
“Mesmo se as Insurtechs ganharem uma categoria específica, isso não significa necessariamente que as seguradoras estabelecidas sairão do negócio e tornar-se-ão obsoletas”, afirma Dordrechter. “Além disso, a maioria das Insurtechs se concentra na colaboração com a indústria de seguros já estabelecida. Poucas startups se posicionaram como concorrentes diretos.”
“A primeira onda de Insurtechs trouxe muita atividade, mas pouca perturbação real”, concluiu Kottmann. “Haverá uma segunda onda de Insurtechs que será mais experiente, criativa e ambiciosa, com o potencial de mudar verdadeiramente a maneira com que as seguradoras trabalham. A questão é: como o setor de seguros responderá?”