Bruno Zago
21 agosto 2018 - 09:05 | Atualizado em 28 julho 2026 - 10:39
As novas ferramentas tecnológicas transformam o modo como empresas atuam. Desde os seus processos internos até os canais de interação com seus públicos, tudo segue o rumo da transformação digital. Pessoas, empresas, marcas e seus respectivos produtos e serviços vivem na esfera on-line quase em tempo integral e, assim, descobrem formas mais inteligentes, rápidas e práticas de fazer as suas atividades. Com o mercado financeiro, não seria diferente. A blockchain já é uma das ferramentas mais usadas pelas empresas do segmento.
E não é para menos. A tecnologia traz uma série de novas possibilidades e apresenta funcionalidades que impactam, principalmente, na segurança das transações. Desenvolvida em meados de 2008, a blockchain permite o envio de moedas virtuais, como o Bitcoin, e a criação de um registro dessas operações de forma rápida, segura e transparente.
Com tantos atributos, já se tornou uma grande aliada do setor financeiro no movimento de modernização do setor, especialmente na forma de realizar pagamentos. Isso porque a ferramenta garante um nível de assertividade muito maior em relação aos meios tradicionais.
A seguir, você pode conferir as principais novidades e aplicações da ferramenta. Só assim, é possível ter uma noção do quanto e de como o protocolo de confiança deve impulsionar a transformação digital.
Atualmente, mesmo diante das variedade de aplicações, o recurso tem sido usado, principalmente, nos pagamentos internacionais. Isso porque a tecnologia permite a transferência de valores para qualquer lugar do mundo, de forma instantânea e sem intermediadores.
Além disso, universidades e organizações de vários setores têm buscado a ferramenta para conferir mais organização e segurança aos dados contábeis. Por meio de um livro de registro, informações de todas as operações realizadas são armazenadas. Deste modo, nenhuma transação pode ser manipulada. Ou seja, mesmo que o usuário tente, ele não conseguirá alterar um único byte de informação dos processos já realizados.
Como a ferramenta permite simplificar a distribuição, descentralizar as informações e, ainda, reduzir custos inerentes aos processos, a sua eficácia tem sido determinante para seu sucesso e popularização. Muito além do mercado financeiro e das criptomoedas, a inteligência do recurso já é capaz de promover grandes mudanças nos mais variados segmentos. As empresas seguem, em um movimento de apropriação da ferramenta, para crescer.
Uma das características que torna a ferramenta altamente aplicável é o fato de que o princípio usado na autenticação de transações financeiras permite a validação de todo tipo de processo on-line. É possível, por exemplo, fazer o login de um usuário em sua conta ou, ainda, verificar da confiabilidade de um arquivo a ser transferido. O mecanismo se baseia no “histórico” de cada dado em movimento na rede de computadores, que deve dizer indicar se uma dada transação é possível ou não.
Neste sentido, um dos conceitos que têm sido usados há anos por criptografadas, como o Bitcoin, é o d>e carteiras digitais.O objetivo é checar se alguém possui fundos reais para comprar a moeda digital, enquanto mantém sua identidade anônima. Por exemplo, uma instituição financeira da rede Bitcoin verifica se há fundos suficientes para uma compra de moedas, sem a necessidade de divulgar a identidade ou o saldo real da conta do cliente bancário.
Tal método, na criptografia, é denominado de conhecimento-zero. Isso porque, neste caso, alguém cuja informação está sendo solicitada pode vincular-se a uma pessoa ou instituição verificadora, sem transmitir qualquer informação adicional, exceto aquela que está sendo solicitada.
Por exemplo, um banco pode verificar se você ganha acima de R$ 55 mil por ano para fins de empréstimo. O seu empregador, na condição de membro da rede blockchain, pode verificar apenas se você ganha mais de R$ 55 mil ou não, sem divulgar seu salário anual exato.
Com o uso da ferramenta, as empresas têm a possibilidade de ter um serviço descentralizado de validação. Isso porque o protocolo de confiança usa a função de criptografia hash para certificados concedidos ou revogados. Considerada unidirecional, já que é impossível inverter os dados de entrada, a função fortalece a segurança da informação das empresas e torna o processo de autenticação muito mais transparente.
O Keyless Signature Structure (KSI) é um dos projetos que visa, justamente, proteger a integridade dos dados da organização, gerando hashes de arquivos e armazenando-os no protocolo de confiança.
Neste caso, como o sistema de origem tem condições de comparar o hash do arquivo na hora da validação e autenticação, de modo que qualquer manipulação de dados será facilmente detectada. É a função hash que torna as transações em Bitcoin tão seguras, protegendo-as de possíveis transações falsas.
A ferramenta agora rompe fronteiras e ganha aplicações muito além do mercado financeiro. Recentemente, o protocolo de confiança foi adotado para transações de outros negócios, como a automação do gerenciamento da cadeia de suprimentos e as trocas monetárias internacionais.
Neste novo momento, organizações privadas e públicas já creditam à ferramenta o poder de embasar a construção de uma nova economia de confiança, baseada em transações de pessoa para pessoa (P2P) e autônoma, sem nenhuma dependência de métodos tradicionais, a exemplo de classificações de crédito ou cheques garantidos.
O desafio, agora, é desenvolver uma estratégia de transformação digital que se aproprie da ferramenta de modo inteligente e prático, com foco na obtenção de benefícios e resultados. É fundamental, portanto, contar com um parceiro especialista no assunto, que seja capaz de orientar a organização. Assim, as novas experiências neste mundo novo do blockchain serão sempre positivas.