Rogério Marques
10 setembro 2018 - 14:14 | Atualizado em 24 julho 2026 - 13:25
A tecnologia, a cada ano, vem crescendo cada vez mais e mais. Surgindo um aumento significativo com o compartilhamento de informações ao redor do mundo, os nossos meios de armazenamentos se tornaram ultrapassados, ou seja, não conseguiram lidar com a grande quantidade de dados que temos nos dias de hoje. Foi então que surgiu a ideia de criar um armazenamento para conseguir lidar com esses dados: armazenamento na nuvem.
Embora muitas pessoas acreditam que a ideia de “Cloud Computing” (Computação na nuvem), seja uma ideia de tecnologia nova, o conceito surgiu na década de 1960 quando o cientista da computação norte-americano, John McCarthy, inventor do termo “Inteligência Artificial”, defendeu a proposta de “time-sharing” ou computação por tempo compartilhado.
McCarthy disse que a computação poderia permitir que um computador fosse utilizado simultaneamente por dois ou mais usuários. Desta forma, as pessoas poderiam realizar tarefas, aproveitando o período de tempo disponível dos recursos.
Esse modelo foi apresentado por McCarthy durante um discurso no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos EUA, em 1961. Ele sugeriu a criação da “Utility Computing” ou computação como serviço de utilidade pública, no mesmo sentido do fornecimento de água, luz ou telefone, que chega às residências ou empresas, sem que as pessoas saibam de onde vem.
Em 1962, Joseph Carl Robnett Licklider, do MIT, já falava sobre a criação de uma Rede Intergalática de Computadores. Logo depois, em 1969, Leonard Kleinrock, cientista norte-americano que chefiava o Advanced Research Projects Agency Network (Arpanet), órgão que criou a Internet, endossou o conceito de Utility Computing de McCarthy.Em 1997, o termo “computação em nuvem” foi utilizado pela primeira vez pelo professor de sistemas de informação, Ramnath Chellappa.
Dentro de apenas alguns anos, as empresas começaram a trocar o hardware por serviços em nuvem, pois foram atraídas pelos benefícios como a redução nos custos e a simplificação em questões de pessoal de TI. O benefício número 1 mencionado no mercado corporativo é a eficiência.
O Armazenamento em nuvem significa salvar seus dados em um espaço virtual. É feito a partir de servidores interligados por meio da internet, utilizando o princípio da computação em grande (modelo computacional capaz de alcançar uma alta taxa de processamento dividindo as tarefas entre diversas máquinas, podendo ser em rede local ou rede de longa distância).
O armazenamento de dados é feitos em serviços que poderão ser acessados em qualquer parte do mundo, a qualquer hora. O serviço é remoto, ou seja, para acessar os arquivos salvos é necessário estar conectado com a internet.
Existem diversos requisitos fundamentais que devem ser avaliados ao considerar o armazenamento de dados na nuvem. Abaixo, listamos os mais importantes:
Durabilidade: Os dados devem ser armazenados de modo redundante, de preferência em várias instalações e em múltiplos dispositivos de cada instalação. Desastres naturais, erro humano ou falhas mecânicas não devem resultar na perda de dados.
Disponibilidade: Todos os dados devem ser disponibilizados quando necessário, mas existe uma diferença entre dados e arquivos de produção. O armazenamento na nuvem ideal disponibilizará o equilíbrio certo entre os tempos de recuperação e o custo.
Segurança: Todos os dados são preferencialmente criptografados, tanto os inativos como os em trânsito.
O backup e a recuperação são parte fundamental da garantia de que os dados estão protegidos e acessíveis, mas acompanhar o crescimento dos requisitos de capacidade pode ser um desafio constante. O armazenamento na nuvem oferece baixo custo, alta durabilidade, e escalabilidade máxima para soluções de backup e recuperação.
Existe uma forma de testar a segurança na nuvem? A Reposta é sim! Existem várias ferramentas focadas para testar essa segurança, ferramentas manuais e ferramentas automatizadas.